terça-feira, 3 de maio de 2011
Cheiros
Por essa semana venho percebendo os cheiros...
(Ah sim, em sua crônica ela falava da gorda que cheirava a perfume da avon, do negro que fedia e outros personagens.)
Então, alguns dos cheiros percebidos me trouxeram lembranças da infância, dos namoricos e de tanta, tanta coisa.... Um dos primeiros cheiros vinha de um menino, um menino de mochila, cheirava a pasta de dente "Tandy", daquela azulzinha, que se não me engano tem um esquilo na bisnaga, outro foi o cheiro de pão, que me lembrou as tardes de café na casa da minha mãe, houve também um homem que exalava perfume de longe, nem olhei para o homem, mas era com certeza o cheiro enjoativo de perfume da natura de um namorico.
Mas, por incrível que pareça encontrei no meio da multidão gente q fedia e gente que cheirava a perfume do avon!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Chuva de emoções
quinta-feira, 31 de março de 2011
Emagrecer
quarta-feira, 30 de março de 2011
Romance de verão
Pela Janela...
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A Morte Devagar Martha Medeiros
Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.